terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Ricardo Goulart e a estúpida arte de desperdiçar a carreira

Ricardo Goulart era sem dúvidas, um dos melhores jogadores em atividade no país. Técnico, rápido, ótimo finalizador e bom cabeceador. Essas qualidade fizeram com que o ilustre desconhecido, contratado junto ao Goiás, se tornasse peça vital no elenco que viria a praticar o melhor futebol no país.


Estava claro que o Cruzeiro havia tirado a sorte grande. Ricardo Goulart e Everton Ribeiro, formaram a mais letal das duplas de armação/finalização de jogadas do Brasil. A técnica refinada do primeiro, combinada ao poder de decisão de Ricardo, elevaram o clube a um patamar muito acima dos concorrentes em terras tupiniquins.


Campeão brasileiro, o Cruzeiro chegava a Libertadores como um forte candidato ao título. Porém, o que se viu em campo, foram atuações opacas, sem o brilho do último ano. Depois de uma primeira fase claudicante, e de suar sangue para eliminar o Cerro Porteño, eliminação com direito a uma aula sobre noções de táticas, imposta pelo futuro campeão, o San Lorenzo.


Muito se contestou, o Cruzeiro não tinha alma, era bom pra campeonatos longos, mas para competições eliminatórias, não possuía o tão famoso “sangue nos olhos”.


Veio o campeonato brasileiro e, é claro, o Cruzeiro passeou. Ricardo Goulart logo despontou como o grande artilheiro do certame, artilharia a qual, Goulart brigou até o término da competição. Em grande fase, passou a ser peça constante nas convocações de Dunga. Apesar do pouco tempo em campo, Goulart conquistou o técnico, e Dunga costuma bancar quem o conquista.


O ano acabou e, tudo parecia encaminhado para um 2015 ainda mais promissor. Porém, mesmo especulado em bons times europeus(Tottenham), ou até mesmo com a possibilidade da consagração máxima com o Cruzeiro(Libertadores), Goulart aceitou rumar ao Guangzhou Evergrande da China. Lá sem sombras de dúvida, conquistará a independência financeira, ganhará alguns títulos chineses, beliscará até mesmo a Liga dos Campeões da Ásia, mas estará longe dos holofotes, distante de Dunga, mais distante de um grande europeu e o pior, jogando uma liga que não acrescentará nada a sua carreira.



Em suma, dinheiro não é tudo.

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