Ricardo Goulart e a estúpida arte de desperdiçar a carreira
Ricardo Goulart
era sem dúvidas, um dos melhores jogadores em atividade no país.
Técnico, rápido, ótimo finalizador e bom cabeceador. Essas
qualidade fizeram com que o ilustre desconhecido, contratado junto ao
Goiás, se tornasse peça vital no elenco que viria a praticar o
melhor futebol no país.
Estava claro que o
Cruzeiro havia tirado a sorte grande. Ricardo Goulart e Everton
Ribeiro, formaram a mais letal das duplas de armação/finalização
de jogadas do Brasil. A técnica refinada do primeiro, combinada ao
poder de decisão de Ricardo, elevaram o clube a um patamar muito
acima dos concorrentes em terras tupiniquins.
Campeão
brasileiro, o Cruzeiro chegava a Libertadores como um forte candidato
ao título. Porém, o que se viu em campo, foram atuações opacas,
sem o brilho do último ano. Depois de uma primeira fase claudicante,
e de suar sangue para eliminar o Cerro Porteño, eliminação com
direito a uma aula sobre noções de táticas, imposta pelo futuro
campeão, o San Lorenzo.
Muito se
contestou, o Cruzeiro não tinha alma, era bom pra campeonatos
longos, mas para competições eliminatórias, não possuía o tão
famoso “sangue nos olhos”.
Veio o campeonato
brasileiro e, é claro, o Cruzeiro passeou. Ricardo Goulart logo
despontou como o grande artilheiro do certame, artilharia a qual,
Goulart brigou até o término da competição. Em grande fase,
passou a ser peça constante nas convocações de Dunga. Apesar do
pouco tempo em campo, Goulart conquistou o técnico, e Dunga costuma
bancar quem o conquista.
O ano acabou e,
tudo parecia encaminhado para um 2015 ainda mais promissor. Porém,
mesmo especulado em bons times europeus(Tottenham), ou até mesmo com
a possibilidade da consagração máxima com o
Cruzeiro(Libertadores), Goulart aceitou rumar ao Guangzhou Evergrande
da China. Lá sem sombras de dúvida, conquistará a independência
financeira, ganhará alguns títulos chineses, beliscará até mesmo
a Liga dos Campeões da Ásia, mas estará longe dos holofotes,
distante de Dunga, mais distante de um grande europeu e o pior,
jogando uma liga que não acrescentará nada a sua carreira.
Em suma, dinheiro
não é tudo.
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